<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>A.:R.:L.:S.: Inteligência nº 3924</title>
	<atom:link href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.inteligencia.org.br/blog</link>
	<description>A primeira loja maçonica do estado de São Paulo - fundada em 1831</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Nov 2010 10:29:58 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>História do Grande Oriente do Brasil</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=225</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=225#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 11:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=225</guid>
		<description><![CDATA[<p>Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião em 1802, no Rio de Janeiro, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=225">História do Grande Oriente do Brasil</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião em 1802, no Rio de Janeiro, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com Jurisdição nacional, exatamente com a incumbência de levar a cabo o processo de emancipação política do país.</p>
<p>Criado a 17 de junho de 1822, por três Lojas do Rio de Janeiro &#8211; a Commercio e Artes na Idade do Ouro e mais a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói, resultantes da divisão da primeira &#8211; O Grande Oriente Brasileiro teve, como seus primeiros mandatários José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro do Reino e de Estrangeiros e Joaquim Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante. A 4 de outubro do mesmo ano, já após a declaração de independência de 7 de setembro, José Bonifácio foi substituído pelo então príncipe regente e, logo depois, Imperador D. Pedro I (Irmão Guatimozim). Este, diante da instabilidade dos primeiros dias de nação independente e considerando a rivalidade política entre os grupos de José Bonifácio e de Gonçalves Ledo &#8211; que se destacava, ao lado de José Clemente Pereira e o cônego Januário da Cunha Barbosa, como o principal líder dos maçons &#8211; mandou suspender os trabalhos do Grande Oriente, a 25 de outubro de 1822.<br />
Somente em novembro de 1831, após a abdicação de D. Pedro I &#8211; ocorrida a 7 de abril daquele ano &#8211; é que os trabalhos maçônicos retomaram força e vigor, com a reinstalação da Obediência, sob o título de Grande Oriente do Brasil, que nunca mais suspendeu as suas atividades.</p>
<p>Instalado no Palácio Maçônico do Lavradio, no Rio de Janeiro, a partir de 1842, e com Lojas em praticamente todas as províncias, o Grande Oriente do Brasil logo se tornou um participante ativo em todas as grandes conquistas sociais do povo brasileiro, fazendo com que sua História se confunda com a própria História do Brasil Independente.</p>
<p>Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas &#8211; o Exército, mais especificamente &#8211; O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação.</p>
<p>Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo, paulatinamente; entre elas, a &#8220;Lei Euzébio de Queiroz&#8221;, que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a &#8220;Lei Visconde do Rio Branco&#8221;, de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. Euzébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho da Grau 33; o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.</p>
<p>A Campanha republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações centro e sul americanas, também contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a república foi implantada, ali estava um maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.</p>
<p>Durante os primeiros quarenta anos da República &#8211; período denominado &#8220;República Velha&#8221; &#8211; foi notória a participação do Grande Oriente do Brasil na evolução política nacional, através de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza.</p>
<p>Durante a 1ª Grande Guerra (1914 &#8211; 1918), o Grande Oriente do Brasil, a partir de 1916, através de seu Grão-Mestre, Almirante Veríssimo José da Costa, apoiava a entrada do Brasil no conflito, ao lado das nações amigas. E, mesmo antes dessa entrada, que se deu em 1917, o Grande Oriente já enviava contribuições financeiras à Maçonaria Francesa, destinadas ao socorro das vítimas da guerra, como indica a correspondência, que, da França, era enviada ao Grande Oriente do Brasil, na época.</p>
<p>Mesmo com uma cisão, que, surgida em 1927, originou as Grandes Lojas Estaduais brasileiras, enfraquecendo, momentaneamente, o Grande Oriente do Brasil, este continuou como ponta-de-lança da Maçonaria, em diversas questões nacionais, como: anistia para presos políticos, durante períodos de exceção, com estado de sítio, em alguns governos da República; a luta pela redemocratização do país, que fora submetido, desde 1937, a uma ditadura, que só terminaria em 1945; participação, através das Obediências Maçônicas européias, na divulgação da doutrina democrática dos países aliados, na 2ª Grande Guerra (1939 &#8211; 1945); participação no movimento que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; luta pela anistia geral dos atingidos por esse movimento; trabalho pela volta das eleições diretas, depois de um longo período de governantes impostos ao país.</p>
<p>E, em 1983, investia na juventude, ao criar a sua máxima obra social; a Ação Paramaçônica Juvenil, de âmbito nacional, destinada ao aperfeiçoamento físico e intelectual dos jovens &#8211; de ambos os sexos, filhos ou não filhos de maçons.</p>
<p>Presente em Brasília &#8211; capital do país, desde 1960 &#8211; onde se instalou em 1978, o Grande Oriente do Brasil tem, hoje, um patrimônio considerável, e em diversos Estados, além do Rio de Janeiro, e na Capital Federal, onde sua sede ocupa um edifício com 7.800 metros quadrados de área construída.</p>
<p>Com aproximadamente 2.000 Lojas, cerca de 61.500 obreiros ativos (31.12.1999), reconhecido por mais de 100 Obediências regulares do mundo, o Grande Oriente do Brasil é, hoje, a maior Obediência Maçônica do mundo latino e reconhecida como regular e legítima pela Grande Loja Unida da Inglaterra, de acordo com os termos do Tratado de 1935.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=225</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Semana da Maçonaria 2010</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=212</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=212#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 17:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=212</guid>
		<description><![CDATA[<p>Em cumprimento à Lei nº 4.501, de 27 de agosto de 2007, de autoria do Vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho e aprovada por todos os vereadores, a Câmara Municipal realizou na terça-feira, 17/08, às 19:30 horas, na Estação das Artes, Sessão Solene alusiva às comemorações da Semana da Maçonaria.</p>
<p>O Presidente da Câmara Municipal, Odélio <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=212">Semana da Maçonaria 2010</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/1z.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-213" title="Semana da Maçonaria 2010" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/1z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Em cumprimento à Lei nº 4.501, de 27 de agosto de 2007, de autoria do Vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho e aprovada por todos os vereadores, a Câmara Municipal realizou na terça-feira, 17/08, às 19:30 horas, na Estação das Artes, Sessão Solene alusiva às comemorações da Semana da Maçonaria.</p>
<p><a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/2z.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-214" title="Semana da Maçonaria 2010" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/2z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O Presidente da Câmara Municipal, Odélio Leite dos Santos, abriu a Sessão compondo a Mesa com várias personalidades da cidade. Em seguida passou a palavra ao Sr. Waltir Ponce Novelo, Presidente da Loja Maçônica Inteligência que convidou o Dr. Reinaldo Crocco Júnior para ocupar a oratória e conduzir a pauta da sessão solene. Este agradeceu a presença de todos e iniciou a programação convidando para que todos cantassem, acompanhados pela Orquestra Monções, o Hino Nacional e logo após o Hino a Porto Feliz. Em seguida fez uma apresentação do histórico da Loja Maçônica Inteligência, a Loja Mãe da Maçonaria Paulista, com 179 anos de existência e explicou sobre a Honraria Inteligência e apresentação das pessoas e instituições já homenageadas pela Loja Maçônica. Neste ano, a homenagem foi para a Cidade dos Velhinhos pelos trabalhos prestados junto à comunidade portofelicense. Crocco Junior fez um breve relato do histórico da entidade.</p>
<p><a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/3z.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-220" title="Representante da Cidade dos Velhinhos" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/3z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O Presidente da Loja Inteligência fez a entrega da Honraria ao Sr. Yves Manoel de Almeida, presidente da Cidade dos Velhinhos, que usou da palavra para agradecer a honraria recebida.</p>
<p><a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/7z.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/4z.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-216" title="Luiz Bueno recebendo homenagem" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/4z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Na oportunidade também foi homenageado pela Câmara Municipal com o título de cidadão portofelicense o Sr. Luis da Silva Bueno. Após o orador ter lido o curriculum do Sr. Luis, este agradeceu a todos os envolvidos pela outorga do título.</p>
<p>Antes do encerramento da sessão o Presidente da Loja Inteligência, Waltir Ponce Novelo, fez entrega de flores às vereadoras Andrea Matos (aniversariante do mesmo dia que a Loja Maçônica) e Miraci Tuani, à esposa do Presidente da Cidade dos Velhinhos (Sra. Morisa Carvalho), à Profª Elide Martorano (Diretora de Administração da Câmara) e a Sra. Cloris Bueno (esposa do Sr. Luis).<a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/5z.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-217" title="Vereadora Andrea" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/5z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
<a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/6z.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-218" title="Vereadora Miraci" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/6z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/7z.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-219" title="Elide Martorano" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/7z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/8z.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-215" title="Cloris Bueno" src="http://www.inteligencia.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/8z.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A solenidade foi abrilhantada pela Orquestra Monções da Escola Municipal de Música Romário Antonio Barbosa, comandada pelo maestro Paulo Henrique Coelho de Oliveira, que com muita propriedade regeu as apresentações.</p>
<p>O Presidente da Câmara, Odélio Leite dos Santos, encerrou a sessão solene agradecendo a presença de todos e parabenizando o aniversário de 179 anos da Loja Inteligência.<span id="_marker"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A solenidade foi abrilhantada pela </span><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Orquestra Monções da Escola Municipal de Música Romário Antonio Barbosa<span style="color: black;">, comandada pelo maestro </span>Paulo Henrique Coelho de Oliveira, que com muita propriedade regeu as apresentações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">O Presidente da Câmara, Odélio Leite dos Santos, encerrou a sessão solene agradecendo a presença de todos e parabenizando o aniversário de 179 anos da Loja Inteligência.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=212</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>1873 &#8211; A ATA DA CONVENÇÃO DE ITU</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=202</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=202#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=202</guid>
		<description><![CDATA[<p>Participação dos Maçons </p>
<p>Autor : Ir. José Castellani</p>
<p>Aos 18 dias do mês de Abril de 1873, em casa do cidadão Carlos de Vasconcellos de Almeida Prado, reunidos os republicanos que vão abaixo assinados, foi aclamado Presidente da Sessão o Presidente do Clube Republicano de Itu, João Tibyriçá Piratininga. Chamou este para Secretario o Dr. Américo Brasiliense <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=202">1873 &#8211; A ATA DA CONVENÇÃO DE ITU</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Participação dos Maçons </strong></p>
<p><em>Autor : Ir. José Castellani</em></p>
<p>Aos 18 dias do mês de Abril de 1873, em casa do cidadão Carlos de Vasconcellos de Almeida Prado, reunidos os republicanos que vão abaixo assinados, foi aclamado Presidente da Sessão o Presidente do Clube Republicano de Itu, João Tibyriçá Piratininga. Chamou este para Secretario o Dr. Américo Brasiliense de Almeida Mello. Foi este encarregado pelo Presidente de expor o fim da reunião. Depois de apresentar algumas considerações sobre a necessidade de organisar-se o partido de modo a facilitar as relações entre os diversos clubes existentes nas localidades, e no intuito de se dar desenvolvimento á propaganda das ideas, e harmonica direcção aos interesses politicos, offereceo á consideração dos associados as seguintes bases:</p>
<p><strong>1ª</strong>  Será constituida na Capital da Provincia uma Assemblea de representantes de todos os municipios &#8212;</p>
<p><strong>2ª </strong>Funccionará, a 1ª ves, em dia marcado pelos presentes cidadãos, e posteriormente como e quando for determinado pelos meios adoptados em sua Constituição &#8212;</p>
<p><strong>3ª</strong>   Cada municipio elegerá um representante &#8212;</p>
<p><strong>4ª</strong>  O sistema eleitoral será o do suffragio universal, i. e. &#8212; a idade de 21 annos completos e a não condemnação criminal darão direito de voto á todo cidadão &#8212;</p>
<p><strong>5ª </strong> A Assemblea de representantes no fim de cada Sessão nomeará uma commissão para no intervallo das reuniões dirigir os negocios do partido, entender-se com os clubs municipaes, e tomar as providencias exigidas pelas circumstancias que se derem, ficando porem seos actos sugeitos á approvação da Assemblea.  </p>
<p>O Presidente da reunião declarou em discussão a 1ª base, q, encerrada aquella, foi approvada. Posta a 2ª em discussão o Dr. Americo de Campos propos que fosse designado o dia 1º de Julho p.f. para a 1ª reunião &#8212; o Dr. Quirino dos Santos indicou que o mandato vigorasse só por um anno &#8212; O Dr. Ubaldino offereceo uma proposta no sentido de ser o mandato do representante do municipio revogavel á vontade, e a qualquer momento, pelo eleitor &#8212; o Dr. Antonio de Paula Sousa sustentou a mesma idea &#8212; o Secretario fes considerações no sentido de se manter a 2a.base tal qual se aca, acceitando-se porem a designação do dia para a 1ª reunião. O Dr. Antonio Cintra propos que fossem eliminadas todas as emendas, votandos-se unicamente a indicadora do dia 1º de Julho &#8212; o Dr. Jorge de Miranda sustentou esta, e em sentido contrario manifestaran-se outros cidadãos &#8212; Terminados os debates o Presidente poz á votos a emenda do Dr. Antonio Cintra &#8212; Foi approvada, ficando por tanto acceita a base 2ª  e marcado o dia 1º de Julho para o fim retro indicado &#8212; Forão postas em discussão, cada uma por sua ves, as bases 3ª, 4ª e 5ª. &#8212; Ninguem tomando a palavra, foram votadas e acceitas &#8212; Resolveo-se que para serem expedidas circulares á todos os municipios da Provincia, dando conhecimento, por copia, das deliberações constantes desta acta, e convidando todos os republicanos a adherirem ás bases approvadas, e procederem as eleições de representantes, ficaram encarregados e authorizados a tomarem as necessarias providencias o Presidente e Secretario do Club Republicano de Itu &#8212; Em ultimo lugar levantou-se discussão sobre a conveniencia de se manter uma folha, orgão do partido na Provincia, e tãobem auxiliar a que se publica na Corte &#8212; Tomarão a palavra o Secretario, os Drs. Ubaldino, Barata, Jorge de Miranda, Manoel de Moraes, Augusto da Fonseca, Antonio Cintra, Jm. de Paula Sousa, A. de Campos e Jm. Roberto de Asevedo Marques &#8212; Os 4 primeiros opinarão pela manutenção de um orgão na Capital da Provincia e por auxilios secundariamente á folha da Corte &#8212; os 5 ultimos, exceptuando o Dr. A. de Campos, manifestarão-se pelos esforços á bem do orgão na Corte e auxilios á da Capital da Provincia &#8212; O Dr. A. de Campos sustentou que se devia prestar auxilios ás folhas da Corte e Capital, enunciando-se para no sentido de se empregar todo appoio a aquella, que, conforme as circumstancias o exigirem, se acharem maes na frente do inimigo, e que assim se o partido julgasse em taes casos o orgão na Corte não deveria recusar-lhe todos os serviços &#8212; O Presidente adherindo a idea de preferir-se a folha da Corte a da Capital declarou que o assumpto não era dos que devião ser votados, por não faserem parte das bases de organisação já approvadas, e que tomava a discussão meramente como meio de se manifestarem as opiniões, ficando porem a este respeito cada um dos cidadãos presentes, com plena liberdade para procederem conforme suas inspirações, não devendo porem esquecer-se que é de summa importancia e grande alcance não se descuidarem os republicanos da imprensa, elemento essencial da propaganda das ideas e principios, que são professados pelos cidadãos presentes &#8212; Nada mais havendo a tratar-se, foi lida esta acta, e approvada por todas as pessoas presentes, que estão assignadas no livro de presença, que accompanha este, das quaes vão aqui transcriptos os nomes com indicação de localidades, tendo a reunião adoptado este meio como mais simples, e em vista da difficuldade, na hora adiantada em que se terminarão os trabalhos, de obter-se que o numeroso concurso de cidadãos prestasse suas assignaturas ao presente livro, tendo-as dado no de presença, como fica exposto &#8212; E em observancia da deliberaçãos dos associados passo para aqui as referidas assignaturas, e assigno com o Presidente esta acta &#8212; que vae lavrada por mim Secretario &#8212;</p>
<p><strong><em>João Tibyriçá Piratininga</em></strong><em> – Presidente</em></p>
<p><strong><em>Americo Brasiliense de Almeida Mello</em></strong><em> &#8211; Secretário</em></p>
<p>Os nomes constantes dessa ata, como sendo os dos que assinaram o livro de presença, eram os seguintes:</p>
<p><strong>De Itu</strong>: Estanislau de Campos Pacheco, Antonio Basilio de Souza Payaguá, Francisco Alves Lobo, José Alvares da Conceição Lobo, Antonio Nardy de Vasconcellos Junior, Bras Carneiro Leão, José Egidio da Fonseca, Antonio Roiz de Sampaio Leite, Luis Ferras de Sampaio, Theophilo da Fonseca, Elias Alvares Lobo, João Xavier da Costa Aguiar, Joaquim Pires Pereira de Almeida, Luis Antonio Nardy de Vasconcellos, Joaquim Rois Barros, José Theresio Pereira da Fonseca, José Bernardo de Freitas,Manoel Fernando de Almeida Prado, Joaquim Manoel Pacheco da Fonseca, Antonio Freire da Fonseca e Sousa, Antonio Nardy de Vasconcellos, José Nardy de Vasconcellos, Manoel da Costa Falcato, José Antonio de Souza, Pedro Alexandrino R. Aranha, Victor de Arruda Castanho, João Tobias de Aguiar e Castro, José V. Pinto de Mello, Carlos Vasconcellos de Almeida Prado, Francisco Emydio da Fonseca Pacheco, Joaquim de Paula Sousa e Ignacio Xavier de Campos Mesquita.</p>
<p><strong>De Jundiahy:</strong> Antonio Joaquim Pereira Guimarães, Antonio Augusto da Fonseca, Francisco de Paula Crus, Antonio Basilio de Vasconcellos Barros, Rafael Aguiar Paes de Barros, Constantino José dos Santos, Carlos de Queiros Guimarães, Luis Antonio de Oliveira Crus e Manuel Elpidio Pereira de Queiros.</p>
<p><strong>De Campinas:</strong> Americo Brasiliense de Almeida Mello, Antonio de Cerqueira, Jorge de Miranda, Antonio Benedicto de Cerqueira Cesar,    Evaristo Brasileiro, João José de Araujo Vianna, Alexandre Jeremias Junior, Theophilo de Oliveira, Asarias Dias de Mello, Francisco José de Camargo Andrade, Joaquim de Sampaio Goes, Francisco Glicerio de Cerqueira Leite, Francisco Quirino dos Santos eAntonio Carlos da Silva Telles.</p>
<p><strong>De São Paulo:</strong> Candido Barata, Americo de Campos, José M. Maxwell Rudge, Nuno de Mello Viana, José Luis Flaquer, Joaquim Taques Alvim, Malachias Rogerio de Salles Guerra, Antonio Francisco de Paula Sousa e Joaquim Roberto de Asevedo Marques.</p>
<p><strong>De Amparo:</strong> Bernardino de Campos, Francisco de Assis dos Santos Prado, Tristão da Silva Campos e José Pinto do Carmo Cintra.</p>
<p><strong>De Bragança:</strong> Antonio Joaquim Leme, Manoel Jacintho de Moraes e Silva, Theodoro Henrique de Toledo e Joaquim Antonio da Silva.</p>
<p><strong>De Mogymirim:</strong> Antonio Francisco de Araujo Cintra e Ladislau Antonio de Araujo Cintra.</p>
<p><strong>De Constituição (Piracicaba):</strong> Manoel de Moraes Barros, Claudino de Almeida Cesar, Balduino do Amaral Mello, José da Rocha de Camargo Mello, Prudente de Moraes Barros.<strong> </strong></p>
<p><strong>De Botucatu:</strong> João Eloy do Amaral Sampaio, Bernardo Augusto Roiz da Silva, Francisco Xavier de Almeida Paes e Domingos Soares de Barros.</p>
<p><strong>De Tietê:</strong> Pedro Alves da Costa Morgado.</p>
<p><strong>De Porto Felis:</strong> Luis Antonio de Carvalho, Americo Boaventura de Almeida, Cesario Nanzianzeno de A. Motta Magalhães, Joaquim Floriano de Toledo Junior, Antonio de Toledo Piza e Almeida, João Baptista Silveira Ferras, José Raphael de Almeida Leite, Antonio Joaquim Viegas Muniz, Bernardino de Sena Mota Magalhães, Luis Gonsaga de Campos Leite, Jeronimo Pereira de Almeida Barros, José Roiz Paes e Antonio Alves Pereira de Almeida.</p>
<p><strong>De Capivary:</strong> Luis Antonio de Sousa Ferras, Antonio José de Sousa, João Correa Leite de Moraes, Joaquim Galvão da Fonseca Pacheco, Antonio Dias de Aguiar, Joaquim Augusto de Sousa, Francisco Antonio de Sousa, Manoel de Arruda Castanho, Antonio de Toledo Piza e Almeida, Balduino de Mello Castanho Sobrinho, Francisco Pedro de Souza Mello e Antonio de Camargo Barros.</p>
<p><strong>De Sorocaba:</strong> Joaquim Silveira Rodrigues, Antonio Joaquim Lisboa e Castro, Ubaldino do Amaral, Jesuino Pinto Bandeira e João Lycio.</p>
<p><strong>De Indaiatuba:</strong> João Tibyriça Piratininga, Manoel José Ferreira de Carvalho, José d’Almeida Prado Neto, Diogo do Amaral Campos, Ladislau do Amaral Campos, Luiz Augusto da Fonseca, José Vasconcellos de Almeida Prado e Theophilo de Oliveira Camargo.</p>
<p><strong>De Bethlem de Jundiahi  (Itatiba):</strong> Amelio Carneiro da Silva Braga.</p>
<p><strong>De Vila do Montemór:</strong> Joaquim Pinto de Oliveira.</p>
<p><strong>De Jahu:</strong> José Ribeiro de Camargo.</p>
<p><strong>Do Rio de Janeiro:</strong> Barata Ribeiro e Eduardo de Oliveira Amaral.<strong></strong></p>
<p>A Convenção de Itu foi uma marco do movimento republicano brasileiro. Depois da publicação do Manifesto Republicano de 1870, ativara-se, na Província de S. Paulo, a propaganda republicana, através de líderes como Américo Brasiliense, na capital, e Francisco Glicério, no interior. A cidade de Itu tornara-se sede da maior propaganda  e, já a 10 de novembro de 1871, haviam se reunido 78 partidários da república federativa, sob a presidência de João Tibiriçá Piratininga, com a finalidade de organizar o partido republicano local, criando um clube republicano, para servir de núcleo do futuro partido. A 14 de julho de 1872, o clube reunia-se para deliberar a respeito da atitude que deveria ter o partido, nas eleições marcadas para o mês de agosto. A 18 de abril de 1873, finalmente, era realizada a <strong>primeira Convenção Republicana do Brasil</strong>, que ficou conhecida como <strong>Convenção de Itu</strong>.</p>
<p>Da Convenção, participaram clubes de 17 cidades e, com exceção de S. Paulo e do Rio de Janeiro, todas as outras eram do Centro-Oeste paulista, onde os clubes eram formados, em sua grande maioria, por fazendeiros da região, onde o cultivo do café estava em expansão, criando a elite econômica que iria dominar a política brasileira durante mais de 30 anos. Alem de elaborar as bases para a organização do Partido Republicano, a Convenção serviu, como muito bem situou José Maria dos Santos, para “autorizar uma eleição de representantes para um futuro <strong>Congresso Republicano</strong>, com sede na capital, onde, em câmara seleta e menos sensível a agitações, o programa definitivo se assentasse”.</p>
<p><strong>BIBLIOGRAFIA </strong></p>
<p><strong>Fontes Primárias: </strong>Livro de Atas da Convenção de Itu, pertencente ao acervo do Museu Republicano, Livro de Presenças da Convenção de Itu, pertencente ao acervo do Museu Republicano “Convenção de Itu”, departamento do Museu Paulista da Universidade de S. Paulo.</p>
<p><strong>Fontes Secundárias: CASTELLANI, José</strong> &#8211; Os Maçons e o Movimento Republicano Brasileiro &#8211; Traço Editora &#8211; S. Paulo &#8211; 1989.<strong> </strong></p>
<p><strong>COSTA,  Emília Vioti da</strong> &#8211; A Proclamação da República &#8211; in Anais do Museu Paulista da Universidade de S. Paulo,  tomo XIX &#8211; 1965</p>
<p><strong>DEBES, Célio</strong> &#8211; O Partido Republicano na Propaganda &#8211; S. Paulo &#8211; 1975.</p>
<p><strong>SANTOS, José Maria dos</strong> &#8211; Os Republicanos Paulistas e a Abolição &#8211; Livraria Martins Editora &#8211; S. Paulo &#8211; 1942.</p>
<p><strong>SOUZA, Jonas Soares de</strong> &#8211; Notas Sobre a Convenção de Itu &#8211; in Anais do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, tomo XXVII &#8211; 1976.</p>
<p><strong>TAUNAY, Affonso d’Escragnolle</strong> &#8211; Guia do Museu Republicano Convenção de Itu &#8211; Departamento Estadual de Informações &#8211; S. Paulo &#8211; 1946.</p>
<hr size="1" /><strong>Manoel de Moraes Barros era irmão de Prudente de Moraes e, como ele, maçom.</strong></p>
<p><strong>O nome de Prudente de Moraes, na ata da Convenção, está em tinta preta &#8212; a ata foi redigida em tinta roxa &#8212; e, na margem esquerda, foi feita a seguinte anotação, a lápis: “Não figura no livro de presença”. Assim, na realidade, Prudente não deve ter participado da Convenção, tendo, o seu nome, sido colocado posteriormente. No livro de presença ainda existem outras alterações e curiosidades: a assinatura de João de Paula Mascarenhas foi riscada com  tinta roxa e não foi transcrita na ata; a assinatura de Carlos G. Mendensohn (que consta como “francez”), não foi transcrita na ata; a assinatura de Bento Quirino dos Santos, de Campinas, foi riscada com tinta roxa e não foi transcrita na ata; Américo de Campos assinou duas vezes e, ao lado de uma das assinaturas há a anotação à lápis: Dupl. (duplicata); e Domingos Viegas Muniz assinou o livro, mas seu nome não consta na ata.</strong></p>
<p><strong>Entre os participantes, podem ser encontrados muitos maçons de alto coturno, como, entre outros: Américo Brasiliense, João Tibiriçá Piratininga, Américo de Campos, Francisco Glicério, Bernardino de Campos, Ubaldino do Amaral, Manoel de Moraes Barros, Francisco Quirino dos Santos, Carlos Vasconcellos de Almeida Prado, José Luis Flaquer.</strong><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=202</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma Sociedade Iniciática</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=200</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=200#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:51:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=200</guid>
		<description><![CDATA[<p>Fonte: www.gob.org.br (20/09/2005)</p>
<p>A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=200">Uma Sociedade Iniciática</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Fonte: www.gob.org.br (20/09/2005)</em></p>
<p>A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes da época. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo.</p>
<p>Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimônia denominada &#8220;iniciação&#8221;.</p>
<p>Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.</p>
<p>O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos, chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom.</p>
<p>Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, (G.&#8217;. A.&#8217;. D.&#8217;. U.&#8217;.). Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo.</p>
<p>Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. &#8220;Maçom&#8221; em francês significa pedreiro. Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.</p>
<p>Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.</p>
<p>A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto à divindade.</p>
<p>Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de &#8220;potência&#8221;. Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas &#8220;Landmarks&#8221;, são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião.</p>
<p>Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja, ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem:</p>
<p>&#8220;a Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; a Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; a Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens quaisquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes; a Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; é uma escola mútua que impõe este programma: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=200</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Moral e Dogma</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=198</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=198#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:49:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=198</guid>
		<description><![CDATA[<p>Autor : Albert Pike (*)</p>
<p>A Maçonaria possui em sua filosofia um ensinamento que pode ser expresso num simples ditame: &#8220;Proteja os oprimidos dos opressores; e dedique-se a honra e aos interesses de seu País&#8221;.</p>
<p>Maçonaria não é especulativa nem teórica, mas experimental, não sentimental, mas prática. Ela requer renúncia e autocontrole. Ela apresenta uma face severa aos <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=198">Moral e Dogma</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Autor : Albert Pike (*)</em><strong></strong></p>
<p>A Maçonaria possui em sua filosofia um ensinamento que pode ser expresso num simples ditame: &#8220;Proteja os oprimidos dos opressores; e dedique-se a honra e aos interesses de seu País&#8221;.</p>
<p>Maçonaria não é especulativa nem teórica, mas experimental, não sentimental, mas prática. Ela requer renúncia e autocontrole. Ela apresenta uma face severa aos vícios do homem e interfere em muitos de nossos objetivos e prazeres. Penetra além da região do pensamento vago; além das regiões em que moralizadores e filósofos teceram suas belas teorias e elaboraram suas esplendidas máximas, alcançando as profundezas do coração, repreendendo-nos por nossa mesquinhez, acusando-nos de nossos preconceitos e paixões e guerreando contra nossos vícios.</p>
<p>É uma luta contra paixões que brotam do seio dos mais puros sentimentos, um mundo onde preconceitos admiráveis contrastam com práticas viciosas, de bons ditados e más ações; onde paixões abjetas não são apenas refreadas pelos costumes e pelos cerimoniais, mas se escondem por trás de um véu de bonitos sentimentos. Este solecismo tem existido por todas as épocas. O sentimentalismo católico tem muitas vezes acobertado a infidelidade e os vício. A retidão dos protestantes apregoa, freqüentemente, a espiritualidade e a fé, mas negligencia a verdade simples, a candura e a generosidade; e a sofisticação do racionalismo ultraliberal em muitas ocasiões conduz ao céu em seus sonhos, mas chafurda na lama de suas ações.</p>
<p>Por mais que exista um mundo de sentimentos maçônicos, ainda assim ele pode ser um mundo onde ela esta ausente. Ainda que haja um sentimento vago de caridade maçônica, generosidade e desprendimento, falta a pratica ativa da virtude, da bondade, do altruísmo e da liberalidade. A Maçonaria assemelha-se aí às luzes frias, embora brilhantes.</p>
<p>Há clarões ocasionais de sentimentos generosos e viris, um esplendor fugaz de pensamentos nobres e elevados, que iluminam a imaginação de alguns. Mas não há o calor vital em seus corações.</p>
<p>Boa parte dos homens tem sentimentos, mas não princípios. Os sentimentos são sensações temporárias, enquanto os princípios são como virtudes permanentemente impressas na alma para seu controle. Os sentimentos são vagos e involuntários; não ascendem ao nível da virtude. Todos os têm. Mas os princípios são regras de conduta que moldam e controlam nossas ações. Pois é justamente neles que a Maçonaria insiste.</p>
<p>Nós aprovamos o que é certo, mas geralmente fazemos o que é errado; esta é a velha história das deficiências humanas. Ninguém encoraja e aplaude injustiça, fraude, opressão, ambição, vingança, inveja ou calúnia; ainda assim, quantos dos que condenam essas coisas são culpados delas, eles mesmos.</p>
<p>Já nos foi dito: &#8220;Homem, quem quer que sejas, se julgas, para ti não há desculpa, porque te condenas a ti mesmo, uma vez que fazes exatamente as mesmas coisas.&#8221;</p>
<p>É surpreendente ver como os homens falam das virtudes e da honra e não pautam suas vidas nem por uma nem por outra. A boca exprime o que o coração deveria ter em abundância, mas quase sempre é o reverso do que o homem pratica.</p>
<p>Os homens podem realmente, de um certo modo, interessar-se pela Maçonaria, mesmo que muitos deficientes em virtudes. Um homem pode ser bom em geral e muito mau em particular: bom na Loja e ruim no mundo profano, bom em público e mau para com a família.</p>
<p>Muitos desejam sinceramente ser bons Maçons. Mas é preciso que resistam a certos estímulos, que sacrifiquem certos caprichos. Como é ingrato aquele que morre medíocre, sem nada fazer que o glorifique para os Céus. Sua vida é como árvore estéril, que vive, cresce, exaure o solo e ainda assim não deixa uma semente, nenhum bom trabalho que possa deixar outro depois dele! Nem todos podem deixar alguma coisa para a posteridade, mas todos podem deixar alguma coisa, de acordo com suas possibilidades e condições.</p>
<p>Quem pretender alçar-se aos Céus, sozinho dificilmente encontrará o caminho.</p>
<p>A operosidade jamais é infrutífera. Senão trouxer alegria com o lucro, ao menos, por mantê-lo ocupado, evitará outros males. Têm-se liberdade para fazer qualquer coisa, devemos encará-la como uma dádiva dos Céus; se temos a predisposição de usar bem esta liberdade, então é uma dádiva da Divindade.</p>
<p>Maçonaria é ação, não inércia. Ela exige de seus iniciados que trabalhem, ativa e zelosamente, para o benefício de seus Irmãos, de seu país e da Humanidade. É a defensora dos oprimidos, do mesmo modo que consola e conforta os desafortunados. Frente a ela é muito mais honroso ser o instrumento do progresso e da reforma do que deliciar-se nos títulos pomposos e nos autos cargos que ela confere. A maçonaria advoga pelo homem comum no que envolve os melhores interesses da Humanidade. Ela odeia o poder insolente e a usurpação desavergonhada. Apieda-se do pobre, dos que sofrem, dos aflitos; e trabalha para elevar o ignorante, os que caíram e os desafortunados</p>
<p>A fidelidade à sua missão será medida pela extensão de seus esforços e pelos meios que empregar para melhorar as condições dos povos. Um povo inteligente, informado de seus direitos, logo saberá do poder que tem e não será oprimido. Uma nação nunca estará segura se descansar no colo da ignorância. Melhorar a massa do povo é a grade garantia da liberdade popular. Se isto for negligenciado, todo o refinamento, a cortesia e o conhecimento acumulado nas classes superiores perecerão mais dia menos dia, tal como capim seco no fogo da fúria popular.</p>
<p>Não é a missão de a Maçonaria engajar-se em tramas e conspirações contra o governo civil. Ela não faz propaganda fanática de qualquer credo ou teoria; nem se proclama inimiga de governos. Ela é o apostolo da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Não faz pactos com seitas de teóricos, utopistas ou filósofos. Não reconhece como seus iniciados aqueles que afrontam a ordem civil e a autoridade legal, nem aqueles que se propõem a neg ar aos moribundos o consolo da religião. Ela se coloca à parte de todas as seitas e credos, em sua dignidade calma e simples, sempre a mesma sob qualquer governo.</p>
<p>A maçonaria reconhece como verdade que a necessidade, assim como o direito abstrato e a justiça ideal devem ter sua participação na elaboração das leis, na administração dos afazeres públicos e na regulamentação das relações da sociedade. Sabe o quanto à necessidade tem por prioridade na s lidas humanas. A maçonaria espera e anseia pelo dia em que todos os povos, mesmo os mais retrógrados, se elevem e se qualifiquem para a liberdade política, quando, como todos os males que afligem a terra, a pobreza, a servidão e a dependência abjeta não mais existirão. Onde quer que um povo se capacite à liberdade e a governar-se a si próprio, ai residem as simpatias da Maçonaria.</p>
<p>A Maçonaria jamais será instrumento de tolerância para com a maldade, de enfraquecimento moral ou de depravação e brutalização do espírito humano. O medo da punição jamais fará do maçom um cúmplice para corromper seus compatriotas nem um instrumento de depravação e barbarismo. Onde quer que seja, como já aconteceu, se um tirano mandar prender um crítico mordaz para que seja julgado e punido, caso um maçom faça parte do júri cabe a ele defende-lo, ainda que à vista do cadafalso e das baionetas do tirano.</p>
<p>O maçom prefere passar sua vida oculto no recesso da penumbra, alimentando o espírito com visões de boas e nobres ações, do que ser colocado no mais resplandecente dos tronos e ser impedido de realizar o que deve. Se ele tiver dado o menor impulso que seja a qualquer intento nobre; se ele tiver acalmado ânimos e consciências, aliviado o jugo da pobreza e da dependência ou socorrido homens dignos do grilhão da opressão; se ele tiver ajudado seus compatriotas a obter paz, a mais preciosa das possessões; se ele cooperou para reconciliar partes conflitantes e para ensinar aos cidadãos a buscar a proteção das leis de seu país; se ele fez sua parte, junto aos melhores e pautou-se pelas mais nobres ações, ele pode descansar, porque não viveu em vão.</p>
<p>A Maçonaria ensina que todo poder é delegado para o bem e não para o mal do povo. A resistência ao poder usurpado não é meramente um dever que homem deve a si próprio e a seu semelhante, mas uma obrigação que ele deve a Deus para restabelecer e manter a posição que Ele lhe confiou na criação. O maçom sábio e bem informado dedicar-se-á à Liberdade e a Justiça. Estará sempre pronto a lutar em sua defesa, onde quer que elas existam. Não será nunca indiferente a ele quando a Liberdade, a sua ou a de outro homem de mérito, estiver ameaçada.</p>
<p>O verdadeiro maçom identifica a honra de seu país como a sua própria. Nada conduz mais à glória e à beleza de um país do que ter a justiça administrada a todos de igual modo, a ninguém negada, vendida ou preterida.</p>
<p>Não se esqueçam, pois daquilo a que você devotou quando entrou na Maçonaria: defenda o fraco contra o truculento, o destituído contra o poderoso, o oprimido contra o agressor! Mantenha-se vigilante quanto aos interesses e à honra de teu país! E possa o Grande Arquiteto do Universo dar-lhe a força e a sabedoria para mantê-lo firme em seus altos propósitos!</p>
<p><em>(*) Albert Pike<br />
Soberano Grande Comendador<br />
Escrito em 1871</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=198</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>LOJA MAÇÔNICA</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=196</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=196#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=196</guid>
		<description><![CDATA[<p>Não quero apenas mais uma loja maçônica. Quero uma Loja que seja um Estado de Espírito. Quero um centro de solidariedade, onde todos sofram as aflições e comemorem o justo regozijo de cada um. Quero um templo azul, ungido pelo orvalho de Hermon, onde cada irmão possa chorar quando quiser e possa sorrir com os olhos, <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=196">LOJA MAÇÔNICA</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero apenas mais uma loja maçônica. Quero uma Loja que seja um Estado de Espírito. Quero um centro de solidariedade, onde todos sofram as aflições e comemorem o justo regozijo de cada um. Quero um templo azul, ungido pelo orvalho de Hermon, onde cada irmão possa chorar quando quiser e possa sorrir com os olhos, o coração franqueado à compreensão e à razão, predispostas ao diálogo.</p>
<p>Quero ver os meus irmãos, todos os dias, ouvir idéias e ouvir críticas às minhas idéias. Quero divergir e, assim, convergir no mesmo ideal.</p>
<p>Não quero apenas mais uma loja maçônica.</p>
<p>Quero uma loja livre, que ajude a libertar. Quero uma loja igual, onde todos realmente se igualem. Quero uma assembléia onde se possa debater com a liberdade e a simpatia que estão ausentes no mundo profano. Quero uma oficina onde todos aprendam juntos a compreender os desígnios do Grande Arquiteto do Universo.</p>
<p>Não desejo apenas uma loja <span style="text-decoration: underline;">onde prevaleça a vontade de alguns.</span></p>
<p>Quero uma loja onde a maioria respeite as convicções da minoria, onde se cultiva a fraternidade sinônima de amor sem condições e perdão sem restrições.</p>
<p>Quero uma loja dedicada à construção de um templo diverso do templo profano: um templo mais amigo, mais piedoso e, sobretudo e,  mais justo. Não desejo <span style="text-decoration: underline;">uma loja de elite, insensível e presunçosa.</span></p>
<p>Quero uma pequena comunidade onde todos sejam líderes de suas próprias crenças, onde cada irmão perdoe os defeitos alheios na mesma medida em que lhes são desculpados os próprios senões.</p>
<p>Não desejo uma loja, onde todos cumpram seus deveres somente porque a lei exige.</p>
<p>Quero uma loja de cargos simbólicos, onde não haja apenas contribuintes, onde todos venham pelo puro prazer de vir, uma loja que faça parte da vida de cada um, do credo pessoal de cada um, do modo de ser de cada um.</p>
<p>Não desejo uma loja de maçons perfeitos.</p>
<p>Que o Grande Arquiteto do Universo nos livre dos homens perfeitos. <span style="text-decoration: underline;">Eles nunca erram, porque jamais acertam</span>. Eles nunca odeiam, porque jamais amam.</p>
<p>Quero uma loja de maçons que mereçam a caridade que fazem a si próprios e ao próximo, porque ninguém é uma pedra polida.  Não desejo uma loja completa.</p>
<p>Quero uma loja onde não haja erros e acertos, mas que procure em cada vocábulo emitido, o quanto de amor transmite. Quero uma loja onde haja equívocos, contradições e, até mesmo, ilusões. Quero uma opção de aprimoramento espiritual.</p>
<p>Não quero <span style="text-decoration: underline;">uma loja de homens ricos.</span></p>
<p>Quero uma loja onde ninguém se eleve senão pelo trabalho, onde ninguém se acomode,  onde todos sejam eternos insatisfeitos.</p>
<p>Quero uma loja <span style="text-decoration: underline;">onde o segredo não precise ser jurado e continue segredo</span>. Quero uma oficina humilde e crítica.</p>
<p>Não o Cristo lenda do cristianismo que só compreendeu quando o crucificaram, mas o Cristo dos aflitos e dos andarilhos.</p>
<p>Não quero apenas mais uma loja maçônica. Quero uma loja de pequenas dimensões e grandes obras, onde, um dia, possa fazer do meu filho, meu irmão. <strong>ASSIM DEUS ME AJUDE!</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=196</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ILUSTRES MAÇONS BRASILEIROS</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=194</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=194#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:46:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=194</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ademar de Barros  -  médico e político (Governador de Estado)</p>
<p>Altino Arantes  -  político (Presidente de Estado)</p>
<p>Afonso Celso  (Visconde de Ouro Preto)  -  estadista</p>
<p>Albino de Carvalho Lessa  -  padre</p>
<p>Albuquerque Lins  -  político (presidente de Estado)</p>
<p>Alcindo Guanabara  -  político e jornalista</p>
<p>Alfredo D&#8217;Escragnolle  -  Visconde de Taunay</p>
<p>Almeida Barreto  -  marechal</p>
<p>Alvarenga  -  cantor popular (em dupla com Ranchinho)</p>
<p>Amadeu Amaral  -  <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=194">ILUSTRES MAÇONS BRASILEIROS</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ademar de Barros  -  médico e político (Governador de Estado)</p>
<p>Altino Arantes  -  político (Presidente de Estado)</p>
<p>Afonso Celso  (Visconde de Ouro Preto)  -  estadista</p>
<p>Albino de Carvalho Lessa  -  padre</p>
<p>Albuquerque Lins  -  político (presidente de Estado)</p>
<p>Alcindo Guanabara  -  político e jornalista</p>
<p>Alfredo D&#8217;Escragnolle  -  Visconde de Taunay</p>
<p>Almeida Barreto  -  marechal</p>
<p>Alvarenga  -  cantor popular (em dupla com Ranchinho)</p>
<p>Amadeu Amaral  -  escritor</p>
<p>Américo Brasiliense  -  republicano histórico (Presidente de Estado)</p>
<p>Américo de Campos  -  diplomata e jornalista</p>
<p>Andrade Neves  -  Barão do Triunfo</p>
<p>Ângelo Muniz da Silva Ferraz  -  Barão de Uruguaiana</p>
<p>Antonio Álvares Guedes Vaz  -  padre</p>
<p>Antonio Bento  -  abolicionista</p>
<p>Antonio Carlos Ribeiro de Andrada  -  diplomata e jornalista</p>
<p>Antonio Carlos Ribeiro de Andrada III  -  político (Presidente de Estado)</p>
<p>Antonio de Castro Alves  -  poeta</p>
<p>Antonio do Monte Carmelo  -  frei</p>
<p>Antonio Pelegrino Maciel Monteiro  -  Barão de Itamaracá</p>
<p>Aristides Lobo  -  republicano histórico</p>
<p>Arrelia  -  artista circense</p>
<p>Arruda Câmara  -  botânico, naturalista e frade carmelita</p>
<p>Augusto Leverger  -  Barão de Melgaço</p>
<p>Azeredo Coutinho  -  bispo, precursor da independência</p>
<p>Barão do Rio Branco  -  historiador e diplomata</p>
<p>Barão de Itamaracá  -  médico, poeta e diplomata</p>
<p>Barão de Jaceguaí  -  almirante, escritor e diplomata</p>
<p>Barão de Ramalho  -  abolicionista e republicano</p>
<p>Barão do Triunfo  -  militar</p>
<p>Basílio da Gama  -  político</p>
<p>Belchior Pinheiro de Oliveira  -  padre</p>
<p>Benedito Tolosa  -  médico e professor</p>
<p>Benjamim Constant  -  general, professor e político (&#8220;o pai da República&#8221;)</p>
<p>Benjamim Sodré  -  almirante e político</p>
<p>Bento Gonçalves  -  general e líder da revolução farroupilha</p>
<p>Bernardino de Campos  -  republicano histórico (Presidente de Estado)</p>
<p>Bob Nelson  -  cantor popular</p>
<p>Caetano de Santa Rita Cerejo  -  frade carmelita</p>
<p>Caldas Júnior  -  jornalista</p>
<p>Campos Sales  -  Presidente da República</p>
<p>Cândido Ferreira da Cunha  -  padre</p>
<p>Cândido José de Araújo Viana  -  Marquês de Sapucaí</p>
<p>Cândido de Santa Isabel Cunha  -  frei</p>
<p>Carequinha  -  artista circense (em parceria com Fred)</p>
<p>Carlos de Campos  -  político (Presidente de Estado)</p>
<p>Carlos Gomes  -  maestro, compositor</p>
<p>Cassimiro José Marques de Abreu  -  poeta</p>
<p>Cesário Mota Junior  -  médico, historiador e político</p>
<p>Cipriano Barata  -  prócer da independência</p>
<p>Clemente Falcão  -  advogado ilustre, lente da Faculdade de Direito</p>
<p>Coelho Lisboa  -  senador</p>
<p>Conde de Lages  -  político</p>
<p>Cônego Januário da Cunha Barbosa  -  prócer da Independência</p>
<p>Conselheiro Brotero  -  político do II Império</p>
<p>Conselheiro Crispiniano  -  político do II Império</p>
<p>David Canabarro  -  um dos líderes da Revolução Farroupilha</p>
<p>Delfim Moreira  -  político, Presidente da República</p>
<p>Deodoro da Fonseca  -  militar, proclamador da República</p>
<p>Diogo Antonio Feijó  -  padre, Regente do Império</p>
<p>Divaldo Suruagy  -  historiador e político (Governador de Estado)</p>
<p>Domingos de Morais  -  político</p>
<p>Domingos José Martins  -  líder da Revolução Pernambucana de 1817</p>
<p>Duque de Caxias  -  militar, patrono do Exército Brasileiro</p>
<p>Eduardo Ernesto Midosi  -  almirante</p>
<p>Eduardo Wandenkolk  -  almirante e político</p>
<p>Eleazar de Carvalho  -  maestro</p>
<p>Esmeraldo Tarquínio  -  político</p>
<p>Esperidião Amin  -  político (Governador de Estado)</p>
<p>Eustáquio Pereira da Silva  -  conselheiro do Império</p>
<p>Euzébio de Queiroz  -  político do II Império</p>
<p>Evaristo da Veiga  -  jornalista e político</p>
<p>Evaristo de Moraes  -  pioneiro da legislação social no Brasil</p>
<p>Everaldo Dias  -  político e líder das primeiras lutas operárias</p>
<p>Fernando Prestes  -  político (Presidente de Estado)</p>
<p>Francisco Carneiro de Campos  -  Marquês de Paranaguá</p>
<p>Francisco Gê Acayaba de Montezuma  -  Visconde de Jequitinhonha</p>
<p>Francisco Glicério  -  republicano histórico</p>
<p>Francisco Sales Torres Homem  -  Visconde de Inhomirim</p>
<p>Frei Caneca  -  patriota e revolucionário</p>
<p>Frei Francisco de Sta. Tereza de Jesus Sampaio  -  prócer da Independência</p>
<p>Gaspar da Silveira Martins  -  conselheiro do Império</p>
<p>Gentil Feijó  -  professor</p>
<p>Gioia Júnior  -  poeta, político</p>
<p>Golbery do Couto e Silva  -  militar e ministro de Estado</p>
<p>Gomes Cardim  -  jornalista e político</p>
<p>Gomes Carneiro  -  general</p>
<p>Gonçalo Inácio de Loiola Albuquerque e Melo   -  o padre Mororó</p>
<p>Gregório T. Azevedo  -  general</p>
<p>Guilherme Ellis  -  médico</p>
<p>Henrique Valadares  -  general</p>
<p>Hermes Rodrigues da Fonseca  -  marechal, Presidente da República</p>
<p>Hipólito da Costa  -  &#8220;O patriarca da Imprensa Brasileira&#8221;</p>
<p>Ibrahim Nobre  -  tribuno da Revolução Constitucionalista de 1932</p>
<p>Inácio José de Alvarenga  -  poeta</p>
<p>Inocêncio Serzedelo Correia  -  general e político</p>
<p>James de Oliveira Franco  -  desembargador</p>
<p>Jânio da Silva Quadros  -  Presidente da República</p>
<p>Januário da Cunha Barbosa  -  cônego</p>
<p>Jerônimo Francisco Coelho  -  brigadeiro</p>
<p>João Alfredo  -  conselheiro do Império</p>
<p>João Batista F. R. Aranha  -  Presidente da Prov. do Amazonas &#8211; 1891</p>
<p>João Caetano  -  ator teatral</p>
<p>João Maurício Wanderley  -  Barão de Cotegipe</p>
<p>João Mendes  -  jornalista, político e grande advogado</p>
<p>João Procópio Mena Barreto  -  general</p>
<p>João Ribeiro Pessoa  -  padre</p>
<p>João Tibiriçá Piratininga  -  político, propagandista da República</p>
<p>Joaquim de Almeida Martins  -  revolucionário de 1817</p>
<p>Joaquim do Amor Divino Caneca  -  frei</p>
<p>Joaquim Gonçalves Ledo  -  prócer da Independência</p>
<p>Joaquim José Inácio  -  Visconde de Inhaúma</p>
<p>Joaquim José Ramalho  -  Visconde de Ramalho</p>
<p>Joaquim José Rodrigues Torres  -  Visconde de Itaúna</p>
<p>Joaquim José da Silva Xavier  -  o Tiradentes</p>
<p>Joaquim Nabuco  -  escritor, diplomata e líder abolicionista</p>
<p>Joaquim Xavier Guimarães Natal  -  Ministro do Supr. Tribunal de Justiça</p>
<p>Jorge Tibiriçá  -  político (Presidente de Estado)</p>
<p>Jorge Veiga  -  cantor popular</p>
<p>José de Barros Lima  -  capitão &#8211; revolução de 1817</p>
<p>José Bonifácio de Andrada e Silva  -  &#8220;O Patriarca da Independência&#8221;</p>
<p>José Castellani  -  Pesquisador, Historiador e Médico</p>
<p>José Clemente Pereira  -  prócer da Independência</p>
<p>José Francisco de Paula Cavalcante  -  diplomata</p>
<p>José do Patrocínio  -  expoente da campanha abolicionista</p>
<p>José Maria Lisboa  -  jornalista e político</p>
<p>José Maria da Silva Paranhos  -  Visconde de Rio Branco</p>
<p>José Maria da Silva Paranhos  -  Barão do Rio Branco (filho)</p>
<p>José Mariano de Albuquerque  -  tenente &#8211; revolução de 1817</p>
<p>José Martiniano de Alencar  -  político (Presidente de Província)</p>
<p>José da Silva Lisboa  -  Visconde de Cairu</p>
<p>Josino Nascimento Silva  -  conselheiro do Império</p>
<p>Julio Mesquita  -  jornalista e político</p>
<p>Julio Mesquita Filho  -  jornalista e político liberal</p>
<p>Julio Ribeiro  -  escritor</p>
<p>Julio Prestes  -  político (Presidente de Estado)</p>
<p>Lamartine Babo  -  compositor popular</p>
<p>Lauro Sodré  -  general e político</p>
<p>Lauro Müller  -  general e estadista</p>
<p>Lopes Trovão  -  propagandista da República</p>
<p>Lourenço Caetano Pinto  -  político</p>
<p>Luiz Alves de Lima e Silva  -  Duque de Caxias</p>
<p>Luiz Antonio Vieira da Silva  -  Visconde de Vieira da Silva</p>
<p>Luiz Gama  -  líder abolicionista e republicano</p>
<p>Luiz Gonzaga  -  cantor  (Rei do Baião)</p>
<p>Luiz Monteiro Piza de Almeida  -  senador</p>
<p>Luiz Vieira  -  cantor</p>
<p>Manoel Calmon Du Pin e Andrade  -  Marquês de Abrantes</p>
<p>Manoel Deodoro da Fonseca  -  marechal</p>
<p>Manuel Ferraz de Campos Sales  -  estadista (Presidente da República)</p>
<p>Manuel Luiz Osório  -  Marquês de Herval</p>
<p>Manoel de Nóbrega  -  produtor de televisão</p>
<p>Manoel Moraes de Barros  -  advogado e político</p>
<p>Manuel de Carvalho Paes de Andrade  -  Presidente da Confederação do Equador (1824)</p>
<p>Marcos Portugal  -  músico</p>
<p>Marcos Antonio de Araújo  -  Marquês de Itajubá</p>
<p>Mariano Procópio Ferreira Laje  -  engenheiro, político e empresário</p>
<p>Mário Covas  -  político (Governador de Estado)</p>
<p>Mário Melo  -  escritor</p>
<p>Mário Behring  -  engenheiro</p>
<p>Martin Francisco Ribeiro de Andrada  -  estadista</p>
<p>Martin Francisco Ribeiro de Andrada Filho  -  político</p>
<p>Martin Francisco Ribeiro de Andrade III  -  político republicano</p>
<p>Marquês de Abrantes  -  político e ministro de Estado</p>
<p>Marquês de Paraná  -  político e diplomata</p>
<p>Marquês de Paranaguá  -  político e ministro de Estado</p>
<p>Marquês de São Vicente  -  político e jurista</p>
<p>Marquês de Sapucaí  -  político e jurista</p>
<p>Marrey Júnior  -  jurista e político</p>
<p>Martinico Prado  -  republicano histórico</p>
<p>Maurício de Lacerda  -  advogado e político</p>
<p>Moreira Guimarães  -  militar e político</p>
<p>Nabor Pereira &#8211; (MS) Advogado- filósofo, responsável pelo resgate do segredo maçônico no 3º milênio. </p>
<p>Nereu de Oliveira Ramos  -  político, presidente interino da República</p>
<p>Newton Cardoso  -  político (Governador de Estado)</p>
<p>Nilo Peçanha  -  político (Presidente da República)</p>
<p>Nunes Machado  -  um dos chefes da Revolução Praieira</p>
<p>Octávio Kelly  -  magistrado e político</p>
<p>Odorico Mendes  -  filólogo</p>
<p>Orestes Quércia  -  político (Governador de Estado)</p>
<p>Osório, General  -  um dos maiores militares brasileiros</p>
<p>Oscarito  -  ator cômico</p>
<p>Padre Feijó  -  político e figura da Regência</p>
<p>Padre Roma  -  prócer da Revolução Pernambucana de 1817</p>
<p>Pedro I  -  primeiro Imperador do Brasil</p>
<p>Pedro de Toledo  -  líder civil da Revolução Constitucionalista de 1932</p>
<p>Pinheiro Machado  -  advogado e político</p>
<p>Pinto da Rocha  -  jurisconsultor</p>
<p>Pinto de Campos  -  monsenhor</p>
<p>Pixinguinha  -  compositor popular</p>
<p>Prudente de Moraes Barros  -  Presidente da República</p>
<p>Quintino Bocaiúva  -  jornalista e político (Presidente de Estado)</p>
<p>Quirino dos Santos  -  jornalista e político</p>
<p>Ranchinho  -  cantor popular (em dupla com Alvarenga)</p>
<p>Rangel Pestana  -  jornalista e político</p>
<p>Rodolfo Mayer  -  ator</p>
<p>Rui Barbosa  -  jurista, tribuno e político</p>
<p>Robert Stephenson Smith Baden Powell  -  Fundador do Escotismo</p>
<p>Saldanha Marinho  -  líder republicano</p>
<p>Senador Vergueiro  &#8211; ´político e abolicionista</p>
<p>Silva Coutinho  -  político e oitavo bispo do Rio de Janeiro</p>
<p>Silva Jardim  -  jornalista e propagandista da República</p>
<p>Silveira Martins  -  político e tribuno</p>
<p>Simplício Dias da Silva  -  Presidente da Província do Piauí &#8211; 1823</p>
<p>Teófilo Ottoni  -  político e colonizador</p>
<p>Thomaz Cavalcante de Albuquerque  -  general</p>
<p>Tonico  -  cantor popular (em dupla com Tinoco)</p>
<p>Tristão de Alencar Araripe Júnior  -  romancista</p>
<p>Ubaldino Amaral  -  jurisconsultor e um dos patriarcas do Partido Republicano</p>
<p>Urbano Duarte  -  da Academia Brasileira de Letras</p>
<p>Venâncio Aires  -  prócer da campanha republicana</p>
<p>Veríssimo José da Costa  -  almirante</p>
<p>Vicente Celestino  -  cantor lírico e popular</p>
<p>Viriato Vargas  -  militar</p>
<p>Visconde de Albuquerque  -  político do Império</p>
<p>Visconde de Jequitinhonha (Montezuma)  -  político</p>
<p>Visconde de Mauá  -  Empresário do Império</p>
<p>Visconde do Rio Branco  -  estadista</p>
<p>Washington Luís  -  Presidente da República</p>
<p>Wenceslau Brás  -  Presidente da República</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=194</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como posso tornar-me Maçom?</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=192</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=192#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=192</guid>
		<description><![CDATA[<p>Antes de mais nada, o postulante ao ingresso nos quadros da Ordem Maçônica, deve autoavaliar-se em busca de valores, costumes, atitudes (interiores), e  comportamentos sociais exteriorizados cotejando-os com algumas premissas a seguir apresentadas.</p>
<p>O Candidato deve, portanto,  identificar-se com os aspectos a seguir:</p>
<p>Legal:</p>
<p>- ser emancipado e ter completado 18 anos antes da cerimônia de Iniciação;
- ser dependente pecuniariamente, <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=192">Como posso tornar-me Maçom?</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, o postulante ao ingresso nos quadros da Ordem Maçônica, deve autoavaliar-se em busca de valores, costumes, atitudes (interiores), e  comportamentos sociais exteriorizados cotejando-os com algumas premissas a seguir apresentadas.</p>
<p>O Candidato deve, portanto,  identificar-se com os aspectos a seguir:</p>
<p><strong>Legal:</strong></p>
<p>- ser emancipado e ter completado 18 anos antes da cerimônia de Iniciação;<br />
- ser dependente pecuniariamente, obter anuência dos tutores ou genitores;<br />
- ser engajado em união estável, contar com a concordância da esposa;<br />
- ser um homem íntegro, ligado e atualizado em relação ao seu tempo;<br />
- ser empreendedor e capaz de assumir responsabilidades;<br />
- ter emprego, residência e domicílio fixos, no Oriente (estado, município) pleiteado; suas atividades profissionais devem ser lícitas, não importando o metier;<br />
- esperar encontrar na Loja pleiteada, homens livres, de bons costumes, capazes de realizar obras poderosas em benefício da Humanidade, da Pátria e da Família;</p>
<p><strong>Doutrinário</strong>:</p>
<p>- ter religiosidade, melhor do que religião;<br />
- crer em Deus, acima de tudo;<br />
- ter uma idéia clara da virtude e do vício, adotando aquela e rejeitando este;<br />
- estar apto a apreender conhecimentos litúrgicos e filosóficos;<br />
- distinguir entre religião e maçonaria;<br />
- ser respeitado na Iniciação, não só pelas características esotéricas, exotéricas e metafísicas do evento, como pelo significado simbólico trazido pelas nossas tradições e regularidade;</p>
<p><strong>Prático:</strong></p>
<p>- apresentar bons costumes;<br />
- ter boa família;<br />
- seguir as leis;</p>
<p><strong>Metafísico:</strong></p>
<p>- ser receptivo às idéias;<br />
- estar ideologicamente alinhado com a idéia de Deus;</p>
<p><strong>Da tradição:</strong></p>
<p>- estar apto; ou pronto, disposto e capacitado, sponte sua;</p>
<p><strong>Iniciático:</strong></p>
<p>- creditar respeito ao processo;<br />
- manter o espírito receptivo (“nada lhe será cobrado; tudo lhe será dado”);</p>
<p>A admissão à Maçonaria é restrita a pessoas adultas sem limitações quanto à raça, credo e nacionalidade, desde que gozem de reputação ilibada e que sejam homens íntegros.</p>
<p>Nenhum homem, por melhor que seja, poderá ser recebido na Maçonaria, sem o consentimento de todos os maçons. Se alguém fosse imposto à Maçonaria, poderia ali causar desarmonia, ou perturbar a liberdade dos demais, o que sempre deve ser evitado.<br />
A aceitação do pedido de ingresso na Ordem depende bastante da declaração de motivos do candidato. A Ordem espera que o candidato seja sincero perante sua própria consciência, quando do preenchimento da proposta de admissão.</p>
<p>Quando alguém se candidata a ingressar na Maçonaria, é verificado em sindicância se dispõe de ganhos pecuniários que permitam cumprir os compromissos maçônicos, sem sacrificar a família.   Vale dizer que nenhum homem casado poderá entrar para a Maçonaria sem que a esposa esteja de acordo.</p>
<p>É óbvio que, ao se iniciar na Maçonaria, o indivíduo deverá assumir compromissos derivados de participação engajada e responsável nas lides maçônicas. Entre os compromissos e responsabilidades, encontram-se aqueles de estudar, com mente aberta, as instruções maçônicas, bem como, o de considerar denso sigilo sobre os ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção de sua Loja e sua Obediência. Os compromissos e responsabilidades, a propósito, são do mesmo gênero daquelas encontradas em qualquer associação humana.</p>
<p>É fato inconteste que uma das finalidades da Ordem é a de implantar sistematicamente na sociedade humana uma efetiva fraternidade entre os homens.</p>
<p>Ao contrário do “folclore” que alimenta a crença de muita gente, a Maçonaria não é uma sociedade secreta e exerce suas atividades extensivamente, sob o pálio da legitimidade de sua natureza e da legalidade de seus atos e fatos administrativos, fiscais e tributários. Suas Propriedades, Constituições, Emendas, Regimentos e Estatutos são registrados em cartório de imóveis, títulos e documentos, e publicados em Diário Oficial.</p>
<p>Uma vez Iniciado, o postulante torna-se Maçom, e, como tal, estará, para todo o sempre,   sob constante vigilância de sua própria consciência e dos demais Maçons.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=192</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Noção de Deus na Maçonaria</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=189</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=189#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=189</guid>
		<description><![CDATA[<p>A convicção em Deus, o Grande Arquitecto do Universo, confirma, na Maçonaria o denominador comum mínimo da fé. A existência de uma maçonaria não operativa, fundada na Inglaterra em 1646 e na Escócia em 1634 com a origem nos usos dos construtores que edificaram as catedrais formulam como indispensável e imperativo afirmarem a fé em Deus. <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=189">A Noção de Deus na Maçonaria</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A convicção em Deus, o Grande Arquitecto do Universo, confirma, na Maçonaria o denominador comum mínimo da fé. A existência de uma maçonaria não operativa, fundada na Inglaterra em 1646 e na Escócia em 1634 com a origem nos usos dos construtores que edificaram as catedrais formulam como indispensável e imperativo afirmarem a fé em Deus. Uma rápida evolução histórica desde o começo do século XVIII, é descrita num livro sobre as obrigações de um Franco Maçon das Constituições de Anderson intitulado &#8220;relativo a Deus e à religião&#8221;.<br />
Na versão de 1723, o texto fundamental é o seguinte: &#8220;um maçon está obrigado pela sua honra obedecer à lei moral, e, se ele entender bem a arte, nunca será um ateu estúpido nem um libertino irreligioso&#8221;. Este texto fundador mais parece ser uma inspiração deísta, até mesmo quando parte da histórica das constituições é justamente teísta. Impõe obrigações morais e distingue a religião, de uma forma clara, das confissões. A evolução actual desta convicção no Grande Arquitecto do Universo, para a glória de quem trabalhe nos nossos preâmbulos, coloca explicitamente, às vezes, a crença na vontade revelada por Deus, de quem o texto não faz nenhuma menção mas apenas está no espírito do mesmo.<br />
A evolução sociológica, particularmente na Inglaterra conduz primeiro &#8211; entre 1720 e 1732 &#8211; para a recepção dos judeus na Maçonaria. O próprio Newton &#8211; de quem se conhece a influência sobre o editor das constituições, o pastor Désaguliers &#8211; era unitário (não acreditava nem na Trindade nem na divindade de Cristo) mas considerava-se Cristão. Deste modo se explica a versão de 1783, fundamento de um verdadeiro universalismo, conforme a frase &#8220;a religião com a qual todos os homens estão de acordo&#8221;, acrescentando, &#8220;porque eles concordam com os três artigos grandes de Noé, (o que é?) bastante para preservar a fundação do Loja &#8230; &#8220;Entre o sete mandamentos noaquitas, os três primeiros são particularmente essenciais: proibição de render culto aos ídolos, respeito absoluto pelo nome divino, proibição de derramar sangue.</p>
<p>Na realidade a exegese religiosa da época considerava que o Cristianismo estava de acordo com a religião tradicional conhecida desde os primeiros tempos e coroada por Cristo: &#8220;a verdadeira, primitiva, católica, reconhecida como tal em todos os tempos e idades e confirmada por N.S. Jesus Cristo&#8230;&#8221; (Longlivers, 1722, Londres).</p>
<p>Então, a Franco Maçonaria é compatível com todas as religiões e não pratica nenhum anti-clericalismo. Muito menos é considerado um substituto, pois ela não impõe nenhuma doutrina teológica e rejeita todo o debate religioso nas Lojas; não administra nenhum sacramento; não pretende contribuir para a salvação, mas apenas ajudar os seus membros a realizar-se no respeito pela fé nos actos que participam. A construção maçónica material substitui a ideia do trabalho da cantaria alegórica. Se tratarmos de promover os valores morais e espirituais que conduzem ao aperfeiçoamento individual e social, através do ensino efectuado feito debaixo do véu da alegoria por meio de símbolos que podem ser observados certamente em diversas religiões (triângulo, olho, luzes, ritmos, fórmulas simbólicas ritualistas). As cerimónias práticas não copiam de maneira nenhuma qualquer culto, apenas têm um encadeamento de símbolos e representações orais a uma união favorável &#8211; na fidelidade e nas obrigações que o maçon contraiu livremente &#8211; para o aperfeiçoamento moral e espiritual que empreendeu e que deve compartilhar com os seus irmãos.Deste modo se cria este &#8220;Centro de União&#8221;, como meio de realização de uma amizade sincera entre pessoas que não poderiam, de outro modo, permanecer estranhos para sempre “(Constituições 1723).</p>
<p> Esta universalidade explica, então, a difusão desta fraternidade para que continue o aperfeiçoamento moral e espiritual da humanidade, a fim de pôr em execução a obra de um ideal de paz, de tolerância e de fraternidade entre todos os homens. Finalmente, cabe dizer que a crença no Grande Arquitecto do Universo, permanecerá, entre todas as Lojas independentes do mundo, como o critério essencial de regularidade e de fidelidade aos &#8220;Antigos Deveres.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=189</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Por que São João, “Nosso Padroeiro”?</title>
		<link>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=187</link>
		<comments>http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=187#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 14:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zito Sanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=187</guid>
		<description><![CDATA[<p>Autor:  Ir. José Castellani</p>
<p>Além de girar em torno de seu eixo, a Terra desloca-se no espaço, com um movimento de translação em torno do Sol, quando descreve uma elipse, de acordo com as leis de Kepler. Para o observador situado na Terra, todavia, é como se esta fosse fixa e o Sol se movesse em torno <span style="color:#777"> . . . &#8594; Read More: <a href="http://www.inteligencia.org.br/blog/?p=187">Por que São João, “Nosso Padroeiro”?</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Autor:  Ir. José Castellani</em></p>
<p>Além de girar em torno de seu eixo, a Terra desloca-se no espaço, com um movimento de translação em torno do Sol, quando descreve uma elipse, de acordo com as leis de Kepler. Para o observador situado na Terra, todavia, é como se esta fosse fixa e o Sol se movesse em torno dela, seguindo um caminho, que, como já foi visto, é chamado de eclíptica.</p>
<p>Em sua marcha em torno do Sol, a Terra, descrevendo uma elipse, ficará mais próxima, ou mais afastada do astro da luz. O ponto mais próximo &#8212; 147 milhões de quilômetros &#8212; é o periélio; o mais afastado &#8212; 152 milhões de quilômetros &#8212; é o afélio. Se a Terra, no movimento de translação, girasse sobre um eixo vertical em relação ao plano da órbita, as suas diferentes regiões receberiam iluminação sempre sob o mesmo ângulo e a temperatura seria sempre constante, em cada uma delas. Mas, como o eixo é inclinado, em relação à órbita, essa inclinação faz com que os raios solares incidam sobre a Terra segundo um ângulo diferente, a cada dia que passa. E, assim, vão se sucedendo as estações: verão, outono, inverno e primavera.</p>
<p>Como os planos do equador terrestre e da eclíptica não coincidem, tendo uma inclinação, um em relação ao outro, de 23 graus e 27 minutos, eles se cortam ao longo de uma linha, que toca a eclíptica em dois pontos: são os equinócios. O Sol, em sua órbita aparente, cruza esses pontos, ao passar de um hemisfério celeste para outro; a passagem de Sul a Norte, marca o início da primavera no hemisfério Norte e do outono no hemisfério Sul; a passagem do Norte para o Sul, marca o início do outono no hemisfério Norte e da primavera no hemisfério Sul. Esses são os equinócios de primavera e de outono.</p>
<p>Por outro lado, nos momentos em que o Sol atinge sua maior distância angular do equador terrestre, ou seja, quando é máximo o valor de sua declinação, ocorrem os solstícios. Os dois solstícios ocorrem a 21 de junho e a 21 de dezembro; a primeira data marca a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Câncer, enquanto que a segunda é a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Capricórnio. No primeiro caso, o Sol está em afélio e é solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul; no segundo, o Sol está em periélio e é solstício de inverno no hemisfério Norte e de verão no hemisfério Sul. Portanto, o solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul, ocorre quando o Sol está em sua posição mais boreal (Norte), enquanto que o solstício de verão no hemisfério Sul e de inverno no hemisfério Norte, ocorre quando o Sol está em sua posição mais austral (Sul).</p>
<p>Por herança recebida dos membros das organizações de ofício, que, tradicionalmente, costumavam comemorar os solstícios, essa prática chegou à Maçonaria moderna, mas já temperada pela influência da Igreja sobre as corporações operativas. Como as datas dos solstícios são 21 de junho e 21 de dezembro, muito próximas das datas comemorativas de São João Batista &#8212; 24 de junho &#8212; e de São João Evangelista &#8212; 27 de dezembro &#8212; elas acabaram por se confundir com estas, entre os operativos, chegando à atualidade. Hoje, a posse dos Grão-Mestres das Obediências e dos Veneráveis Mestres das Lojas realiza-se a 24 de junho, ou em data bem próxima; e não se pode esquecer que a primeira Obediência maçônica do mundo, como já foi visto, foi fundada em 1717, no dia de São João Batista.</p>
<p>Graças a isso, muitas corporações, embora houvesse um santo protetor para cada um desses grupos profissionais, acabaram adotando os dois São João como padroeiros, fazendo chegar esse hábito à moderna Maçonaria, onde existem, segundo a maioria dos ritos, as Lojas de São João, que abrem os seus trabalhos “à glória do Grande Arquiteto do Universo (Deus) e em honra a S. João, nosso padroeiro”, englobando, aí, os dois santos.</p>
<p>No templo maçônico, essas datas solsticiais estão representadas num símbolo, que é o Círculo entre Paralelas Verticais e Tangenciais. Este significa que o Sol não transpõe os trópicos, o que sugere, ao maçom, que a consciência religiosa do Homem é inviolável; as paralelas representam os trópicos de Câncer e de Capricórnio e os dois S. João.</p>
<p>Tradicionalmente, por meio da noção de porta estreita, como dificuldade de ingresso, o maçom evoca as portas solsticiais, estreitos meios de acesso ao conhecimento, simbolizados no círculo cósmico, no círculo da vida, no zodíaco, pelo eixo Capricórnio-Câ ncer, já que Capricórnio corresponde, ao solstício de inverno e Câncer ao de verão (no hemisfério Norte, com inversão para o Sul). A porta corresponde ao início, ou ao ponto ideal de partida, na elíptica do nosso planeta, nos calendários gregorianos e também em alguns pré-colombianos, dentro do itinerário sideral.</p>
<p>O homem primitivo distinguia a diferença entre duas épocas, uma de frio e uma de calor, conceito que, inicialmente, lhe serviu de base para organizar o trabalho agrícola. Graças a isso é que surgiram os cultos solares, com o Sol sendo proclamado &#8212; como fonte de calor e de luz &#8212; o rei dos céus e o soberano do mundo, com influência marcante sobre todas as religiões e crenças posteriores da humanidade. E, desde a época das antigas civilizações, o homem imaginou os solstícios como aberturas opostas do céu, como portas, por onde o Sol entrava e saía, ao terminar o seu curso, em cada círculo tropical.</p>
<p>A personificação de tal conceito, no panteão romano, foi o deus Janus, representado como divindade bifásica, graças à sua marcha pendular entre os trópicos; o seu próprio nome mostra essa implicação, já que deriva de janua, palavra latina que significa porta. Por isso, ele era, também, conhecido como Janitur, ou seja, porteiro, sendo representado com um molho de chaves na mão, como guardião das portas do céu. Posteriormente, essa alegoria passaria, através da tradição popular cristã, para São Pedro, mas sem qualquer relação com o solstício.</p>
<p>Janus era um deus bicéfalo, com duas faces simetricamente opostas, cujo significado simbolizava a tradição de olhar, uma das faces, constantemente, para o passado, e a outra, para o futuro. Os Césares da Roma imperial, em suas celebrações e para dar ingresso ao Sol nos dois hemisférios celestes, antepunham o deus Janus, para presidir todos os começos de iniciação, por atribuir-lhe a guarda das chaves.</p>
<p>Tradicionalmente, tanto para o mundo oriental, quanto para o ocidental, o solstício de Câncer, ou da Esperança, alusivo a São João Batista (verão no hemisfério Norte e inverno no hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas mortais e, por isso, chamada de Porta dos Homens, enquanto que o solstício de Capricórnio, ou do Reconhecimento, alusivo a São João Evangelista (inverno no hemisfério Norte e verão no hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas imortais e, por isso, denominada Porta dos Deuses. Para os antigos egípcios, o solstício de Câncer (Porta dos Homens) era consagrado ao deus Anúbis; os antigos gregos o consagravam ao deus Hermes. Anúbis e Hermes eram, na mitologia desses povos, os encarregados de conduzir as almas ao mundo extraterreno (51).</p>
<p>A importância dessa representação das portas solsticiais pode ser encontrada com o auxílio do simbolismo cristão, pois, para o maçom, as festas dos solstícios são, em última análise, as festas de São João Batista e de São João Evangelista. São dois São João e há, aí, uma evidente relação com o deus romano Janus e  suas duas faces: o futuro e o passado, o futuro que deve ser construído à luz do passado. Sob uma visão simbólica, os dois encontram-se num momento de transição, com o fim de um grande ano cósmico e o começo de um novo, que marca o nascimento de Jesus: um anuncia a sua vinda e o outro propaga a sua palavra.  Foi a semelhança entre as palavras Janus e Joannes (João, que, em hebraico é Ieho-hannam = graça de Deus) que facilitou a troca do Janus pagão pelo João cristão, com a finalidade de extirpar uma tradição “pagã”, que se chocava com o cristianismo. E foi desta maneira que os dois São João foram associados aos solstícios e presidem às festas solsticiais.</p>
<p>Continua, aí, a dualidade, princípio da vida: diante de Câncer, Capricórnio; diante dos dias mais longos, do verão, os dias mais curtos, do inverno; diante de São João “do inverno”, com as trevas, Capricórnio e a Porta de Deus, o São João “do verão”, com a luz, Câncer e a Porta dos Homens (vale recordar que, para os maçons, simbolicamente, as condições geográficas são, sempre, as do hemisférios Norte).</p>
<p>Dentro dessa mesma visão simbólica, podemos considerar a configuração da constelação de Câncer. Suas duas estrelas principais tomam o nome de Aselos (do latim Asellus, i = diminutivo de Asinus, ou seja: jumento, burrico). Na tradição hebraica, as duas estrelas são chamadas de Haiot Nakodish, ou seja, animais de santidade, designados pelas duas primeiras letras do alfabeto hebraico, Aleph e Beth, correspondentes ao asno e ao boi. Diante delas, há um pequeno conglomerado de estrelas, denominado, em latim, Praesepe, que significa presépio, estrebaria, curral, manjedoura, e que, em francês, é crèche, também com o significado de presépio, manjedoura, berço. Essa palavra créche já foi, inclusive, incorporada a idiomas latinos, com o significado de local onde crianças novas são acolhidas, temporariamente.</p>
<p>Esse simbolismo dá sentido à observação material: Jesus nasceu a 25 de dezembro, sob o signo de Capricórnio, durante o solstício de inverno, sendo colocado em uma manjedoura, entre um asno e um boi.</p>
<p>Essa data de nascimento, todavia, é puramente simbólica. Para os primeiros cristãos, Jesus nascera em julho, sob o signo de Câncer, quando os dias são mais longos no hemisfério Norte. O sentido cristão, no plano simbólico, abordaria, então, apenas a Porta dos Homens e, assim, só haveria a compreensão de Jesus, como ser, como homem. Mas Jesus é o ungido, o messias, o Cristo &#8212; segundo a teologia cristã &#8212; e o outro polo, obrigatoriamente complementar, é a Porta de Deus, sob o signo de Capricórnio, tornando a dualidade compreensível.</p>
<p>Dois elementos, entretanto, um material e um religioso, viriam a influir na determinação da data de 25 de dezembro. O material refere-se aos hábitos dos antigos cristãos e o religioso, ao mitraismo da antiga Pérsia, adotado por Roma:</p>
<p>Os primeiros cristãos do Império Romano, para escapar às perseguições, criaram o hábito de festejar o nascimento de Jesus durante as festas dedicadas ao deus Baco, quando os romanos, ocupados com os folguedos e orgias, os deixavam em paz.</p>
<p>Mas a origem mitraica é a que é mais plausível para explicar essa data totalmente fictícia: os adeptos do mitraismo costumavam se reunir na noite de 24 para 25 de dezembro, a mais longa e mais fria do ano, numa festividade chamada &#8212; no mitraismo romano &#8212; de Natalis Invicti Solis (nascimento do Sol triunfante). Durante toda a fria noite, ficavam fazendo oferendas e preces propiciatórias, pela volta da luz e do calor do Sol, assimilado ao deus Mitra. O cristianismo, ao fixar essa data para o nascimento de Jesus, identificou- o com a luz do mundo, a luz que surge depois das prolongadas trevas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.inteligencia.org.br/blog/?feed=rss2&amp;p=187</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

