Primeiramente,
a proposta para a criação do DIA DO MAÇOM foi levantada pela Grande Loja de
Santa Catarina, por ocasião da V MESA-REDONDA das Grandes Lojas do Brasil,
realizada em Belém, nos dias 17 a 22 de julho de 1957 e, lá por sugestão da
Grande Loja de Minas Gerais, escolheu-se o dia 20 DE AGOSTO, que na
justificativa: “por ter sido nesse dia que a Independência do Brasil foi
proclamada dentro de um Templo Maçônico”. E assim vários Trabalhos de
esmerados irmãos têm consignado esta data como sendo o dia do registro da moção
de independência do Brasil de Portugal, lá pelos idos de 1822.
A
assertiva de que 20 de agosto foi quando se votou a moção de independência do
Brasil dentro de um Templo Maçônico é menos verdade, não tem fundamento histórico/documental,
conforme vimos – aconteceu sim esta moção, mas em 9 de setembro de 1822.
Portanto, nossos irmãos das Grandes Lojas erraram ao justificar, em 1957, que a
data aludia ao referido ato. E ainda notificamos que desde 1923, encontra-se na
BIBLIOTECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO, para quem quiser pesquisar, a Certidão
das Atas do Grande Oriente do Brasil, de 1822, com o título DOCUMENTOS PARA A
HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA, VOLUME I, LISBOA – RIO DE JANEIRO, 1923 – A MAÇONARIA
E A INDEPENDÊNCIA. Neste documento, grafa quando se refere à “Ata da Sessão
de 20 do 6º mês Ano 1822” a data correspondente no calendário Gregoriano
como “(nove de setembro)” e ponto final.
Hoje,
o 20 DE AGOSTO, DIA DO MAÇOM, é uma efeméride nacional consagrada e, como
tal, deve ser comemorada com toda pompa, pois a Maçonaria em muito contribuiu
para a efetiva emancipação político-social do Brasil e os Maçons de um modo
geral devem reverenciar seus membros responsáveis pelas idéias e as efetivas ações,
mas sempre sabedores da verdade histórica.